Minha Superação
Perdi meu único filho. O silêncio dentro de casa virou um grito que não saía da garganta.Ela tem 122 anos. Foi presente da mãe de uma amiga. Hoje é ela que costura meu coração depois que perdi meu único filho. Nessa Singer eu transformo dor em vestido de noiva.
Na procura de entender meu talento e calar a dor, comecei a fazer cortes em casa. Com a mão, linha e agulha, descobri que costurar me dava 5 minutos de paz. Cada ponto manual era um respiro. Entendi ali que eu precisava de uma máquina de costura, mas não tinha dinheiro nem pra pão, quem dirá pra máquina.
Foi quando uma amiga de muitos anos apareceu com um presente embrulhado em pano. Era a máquina da mãe dela, que já era falecida há 80 anos. Uma Singer preta, de ferro, pesada. Quando vi a data: 122 anos de idade. Mais velha que minha dor, mais forte que meu desespero.
Hoje ela é minha companheira de trabalho e de terapia. Tiro meus estresses no som do pedal. Quando ligo o motor, o barulho abafa os pensamentos ruins. Nela eu consigo criar vida de novo: vestido de noiva, vestido de festa, consertos, projetos que invento do zero. Transformo retalho em roupa nova.
Essa relíquia não costura só tecido. Ela costurou meu coração de volta. A Singer de 122 anos não é uma máquina. É a prova que a gente pode ser antiga, quebrada, esquecida... e ainda assim criar coisas lindas.
Se você tá no fundo do poço, acha sua Singer. Pode ser uma agulha, um lápis, uma panela. Ache algo pra criar com a mão. A dor não some, mas a criação te dá um motivo pra levantar da cama.
Na procura de entender meu talento e calar a dor, comecei a fazer cortes em casa. Com a mão, linha e agulha, descobri que costurar me dava 5 minutos de paz. Cada ponto manual era um respiro. Entendi ali que eu precisava de uma máquina de costura, mas não tinha dinheiro nem pra pão, quem dirá pra máquina.
Foi quando uma amiga de muitos anos apareceu com um presente embrulhado em pano. Era a máquina da mãe dela, que já era falecida há 80 anos. Uma Singer preta, de ferro, pesada. Quando vi a data: 122 anos de idade. Mais velha que minha dor, mais forte que meu desespero.
Hoje ela é minha companheira de trabalho e de terapia. Tiro meus estresses no som do pedal. Quando ligo o motor, o barulho abafa os pensamentos ruins. Nela eu consigo criar vida de novo: vestido de noiva, vestido de festa, consertos, projetos que invento do zero. Transformo retalho em roupa nova.
Essa relíquia não costura só tecido. Ela costurou meu coração de volta. A Singer de 122 anos não é uma máquina. É a prova que a gente pode ser antiga, quebrada, esquecida... e ainda assim criar coisas lindas.
Se você tá no fundo do poço, acha sua Singer. Pode ser uma agulha, um lápis, uma panela. Ache algo pra criar com a mão. A dor não some, mas a criação te dá um motivo pra levantar da cama.
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